– Desemprego, Uber, Facebook e a nova relação de trabalho

 

Por Allan Alves

Segundo o CAGED – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o Brasil perdeu em 2015, todos os empregos gerados em 2013 e 2014. Na soma dos dois anos, o país gerou 1,514 milhão de novos postos de trabalho com carteira assinada. Em 2015, foram fechados 1,542 milhão de empregos formais. As ações equivocadas do governo contribuíram e muito para a elevação do número de desempregados.

Estamos vivendo níveis cada vez piores da atividade econômica e quem mais sente isso é o trabalhador, que acaba desempregado. Mas há um fator que chegou para ficar: as relações de trabalho mudaram!

Quando a realidade e a mudança entram na sua vida, podem surgir sentimentos como tristeza, angústia, confusão e por vezes até mesmo um sentimento pavoroso. A perda de um emprego, o medo de não conseguir voltar a sentir significado na vida, a morte de um ente querido. Numa rápida reflexão, as consequências gerais das mudanças, afloram sentimentos repentinos e por vezes não conseguimos voltar a adaptar-nos, temos dificuldade em redirecionar as nossas ações e vemos a qualidade de vida afetada.

Não há força maior do que a força da mudança. Quando a mudança chega só há duas alternativas: mudar ou morrer.

A todo o momento ouvimos e percebemos que o mundo mudou. As coisas não são mais como eram antigamente. Na base de qualquer mudança, está uma aprendizagem. O Uber é considerado a maior empresa de táxi do mundo, mas não possui um único veículo em seu nome. A mídia mais popular do planeta, o Facebook não produz conteúdo. O Alibaba, varejista mais valioso do mercado, não conta com depósitos de mercadorias. E o Airbnb, maior provedor global de hospedagem, não é dono de um único quarto de hotel.

Quando o desemprego aumenta, mais profissionais precisam investir em sua qualificação para aumentar sua empregabilidade e buscar alternativas no mercado, pois o ambiente profissional é testemunha de que há um mercado extremamente competitivo. Daí a razão pela qual o ambiente exige de você evolução pessoal e profissional, diferenciais de altíssimo poder.

Quais os atributos que o tornam único, superior aos seus “concorrentes” e que tragam vantagens competitivas para a empresa que o desejar contratar?

Hoje há uma enorme escala de complexidade, que exige uma nova postura, uma visão sempre atualizada e a busca constante de novos conhecimentos e competências. A tecnologia está afetando o modo de realizar o trabalho, e os profissionais estão mais atentos a isso.

As mudanças estruturais no ambiente de negócios vêm afetando radicalmente o ambiente de trabalho, suas realizações, as expectativas dos profissionais, as competências necessárias e os conceitos básicos de empregos. Desta forma, as transformações, os impactos nas dinâmicas organizacionais e na sociedade são inevitáveis.

O que nos impede de mudar? O que realmente faz a mudança ocorrer? Todas as mudanças que fazemos serão apenas temporárias, a não ser que nós e não outra pessoa ou circunstâncias seja responsável por ela.

As grandes transformações sociais nos últimos anos como, demográficas, culturais e tecnológicas têm tido profundo impacto nas relações de trabalho e exigem mudanças nas estruturas organizacionais e dos indivíduos, gerando novas expectativas, demandas e atitudes.

Você nunca será lembrado ou recompensado por sua semelhança com os outros, mas por causa da sua diferença.

Pense nisso e sucesso sempre!

Allan Rodrigues Alves é Diretor Presidente da RHSG Gestão de Pessoas e Soluções – Educação Corporativa e Desenvolvimento Humano, Head Trainer, Treinador Comportamental, Coach, Consultor, Palestrante e Facilitador. Coautor dos livros: O PODER DO COACHING pela Editora IBC, TREINAMENTOS COMPORTAMENTAIS, CONSULTORIA EMPRESARIAL, A ARTE DA GUERRA – DESPERTE O “SUN TZU” QUE ESTÁ DENTRO DE VOCÊ, todos pela Editora Ser Mais. Especialista em Recursos Humanos, atua no Desenvolvimento Humano, Treinamentos Corporativos, Liderança e Consultoria em RH. allan@rhsg.com.br | www.rhsg.com.br