– Adiamento do Bloco K trouxe alívio para muitos contribuintes, acredita especialista

 

O adiamento para janeiro de 2017 da entrada em vigor do chamado Bloco K, que vai integrar a EFD-ICMS/IPI e controlar a produção e estoques das indústrias, certamente causou alívio para muitos contribuintes que ainda não estavam totalmente preparados para as novas exigências.

“Para o cumprimento dessa obrigação acessória não basta uma boa solução tecnológica. É imprescindível entender os registros do Bloco K, ter rastreabilidade de todos os procedimentos internos ligados ao estoque. Muitos contribuintes ainda não estavam prontos para isso”, comenta Fábio da Silva Oliveira, supervisor da De Biasi Auditores Independentes.

Esse preparo contempla o controle de todas as movimentações de estoque de produtos e mercadorias envolvidas nos processos produtivos, incluindo perdas de processos, quebras por transporte, movimentações para terceiros, ajustes de inventário, compras, vendas e outras saídas de qualquer natureza.

Ainda de acordo com o supervisor da De Biasi, a complexidade da implementação de processos para atender o que passará a ser exigido pelo Fisco no Bloco K depende também das particularidades de cada empresa. “O ponto comum a todos será a necessidade de uma total integração entre as áreas de contabilidade, fiscal e TI. E deixar tudo isso em ordem demanda tempo, além de ser necessário o apoio de consultoria especializada”, completa Oliveira.

A decisão pelo adiamento foi tomada na última sexta-feira, dia 11, pelo Confaz – Conselho Nacional de Política Fazendária que, entre outras razões, entendeu que alguns setores ainda enfrentavam dificuldades para atender as novas regras.