Ninguém. Dar-se-á um jeitinho e todos ficarão felizes. Os da corja, obviamente.
vereadores juram que o projeto que encerra o futebol às 23h15 não é contra a Globo, mas a favor da população. Mas as partidas começam 21h50 porque a Globo é detentora dos direitos de transmissão e, antes, precisa enfiar goela abaixo do público o seu lixo novelesco e os BBBestas da vida. Imbecilizar o povo é regra.
E agora?: Gilberto Kassab, do DEM, irá sancionar o projeto de lei apresentado por Antônio Goulart, do PMDB, e Agnaldo Timóteo, do PR? Ou vai vetar para que a câmara derrube seu veto e, assim, posso ficar nas graças da poderosa?
Do FBI – Festival de Besteiras da Imprensa
Kassab assumiu a Prefeitura de São Paulo, junto com o Serra, em 2005.
Após cinco anos no comando, somente agora Kassab se dispõe a governar a cidade, já que nada fez de ações estruturais para atacar os principais problemas da cidade, nesse período.
Entretanto, Kassab resolve começar a governar prometendo algo que todos sabem que não fará nem “cosquinha” no problema do apagão diário do trânsito de São Paulo.
Vejamos o que diz a matéria da insuspeita Agência Estado, publicada no site Uol Notícias:
SP fará obras em dez pontos críticos de lentidão
A Prefeitura de São Paulo definiu 10 dos 15 pontos de congestionamento considerados críticos que receberão intervenções até o fim de 2012, de acordo com o plano de metas da administração.
No entanto, para especialistas, as medidas são pontuais e vão só transferir a lentidão para outros trechos.
O lide da matéria diz tudo: intervenções de médio prazo que não reduzirão o problema.
A abordagem do problema está equivocada, na minha modestíssima opinião, ao não considerar que a principal causa do apagão diário é o gigantesco número de automóveis em circulação na cidade.
Todos os governantes das grandes cidades do mundo desenvolvido já fizeram esse diagnóstico e criaram medidas pra atacar o problema.
Os demo-tucanos, não. Talvez pelo medo da classe média se revoltar por ser privada do seu engarrafamento diário. “Afinal, classe média paulista gosta de fila e de engarrafamentos“, pensam os demo-tucanos.
Essas grandes cidades, como Londres, conjugam um bom sistema de transporte coletivo e de massa, com sérias restrições à circulação e estacionamento de veículos nas áreas de maior concentração, criando o pedágio urbano para automóveis e estacionamentos caros.
A finalidade óbvia – entendida até pela minha neta de três anos – é de induzir as pessoas a utilizar o transporte coletivo e de massa em detrimento do transporte individual. Quem quiser utilizar automóvel para fazer qualquer coisa, em áreas adensadas, tem que pagar.
Trata-se de organizar a utilização do sistema viário urbano. Ele é limitado.
Quem deve se apropriar, prioritariamente, desse espaço limitado?
Os automóveis particulares ou os ônibus?
A Marta Suplicy, quando Prefeita, iniciou a construção de corredores exclusivos para ônibus, atingindo cerca de 150 km.
O projeto é de 300 km de corredores. O Serra assumiu e cancelou a evolução do projeto. O Kassab, seu ajudante de ordem, manteve o cancelamento.
Com isso, aumentou o “caos nosso de cada dia” no trânsito de São Paulo.
Poderíamos dizer que o grande Programa do Serrassab (Serra + Kassab) é o “Desaba São Paulo” e a principal ação desse programa é a “Prometer tudo, fazer nada“.
Isso só é possível porque o Serra controla todos os grandes veículos de comunicação, que constituem as “Organizações Serra”.
Se houvesse uma imprensa minimamente independente e imparcial, eles abandonariam a “Prometer tudo, fazer nada” ou não se elegeriam nem para síndico do prédio em que moram.
Por Fernando Porfírio
O prefeito Gilberto Kassab, do DEM (Democratas), está obrigado a retirar, imediatamente da página eletrônica da prefeitura paulistana os nomes, cargos e vencimentos dos servidores públicos que trabalham na Prodam (Empresa de Processamento de Dados do Município). A decisão é do Tribunal de Justiça de São Paulo. Por votação unânime, nesta quarta-feira (10/3), o Órgão Especial do TJ paulista entendeu que a publicação viola a legalidade e a privacidade dos funcionários. Cabe recurso.
O Mandado de Segurança foi apresentado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados e de Informática. A entidade entrou com recurso a favor dos servidores públicos municipais que trabalham na Prodam (Companhia de Processamento de Dados do Município). A defesa sustentou que o prefeito era o responsável pela violação de princípio constitucional (autoridade coatora) e que os trabalhadores tinham direito líquido e certo de não ter seus salários expostos a consulta pública.
“O ato administrativo do prefeito paulistano viola a intimidade e a privacidade dos servidores públicos municipais”, anotou em seu voto do relator do recurso, desembargador Ademir Benedito. “Em nome da publicidade e da transparência, o prefeito não poderia divulgar dados sigilosos e expor, desnecessariamente, a intimidade dos funcionários”, completou.
A entidade sindical pediu providência contra ato administrativo atribuído ao prefeito. O sindicato argumentou que a Lei 14.720/08, regulamentada pelo Decreto 50.070/08, autoriza a publicação dos nomes, cargos e lotação dos funcionários, mas não a divulgação de vencimentos.
Apontou ainda que o ato do prefeito viola a legalidade e a privacidade das pessoas, em nítida afronta a dispositivos constitucionais. Sustentou que Kassab é autoridade coatora (responsável) ao contrário de posição reconhecida anteriormente pela Justiça de que a ordem partiu do secretário municipal de modernização, gestão e desburocratização.
O Ministério Público se manifestou no recurso e entendeu que o secretário e não o prefeito é a autoridade coatora. Mas, no mérito, reconheceu que a lei transbordou os limites legais, acabando por violar a garantia constitucional à intimidade, assim como a garantia à segurança dos servidores públicos.
O prefeito se defendeu sustentando que a medida tem por objetivo assegurar a transparência e publicidade dos atos e condutas dos agentes públicos, sem se afastar das regras do texto constitucional.
O julgamento começou há duas semanas e foi suspenso depois do julgamento de matéria preliminar, quando se discutiu quem era a autoridade sobre a qual deveria cair a responsabilidade. O relator do recurso, desembargador Ademir Benedito, votou, pelo reconhecimento da ilegitimidade do prefeito como autoridade coatora, mas saiu derrotado por um placar apertado: 13 votos a 11.
O julgamento havia sido interrompido porque o desembargador não havia preparado o voto de mérito do Mandado de Segurança, com a certeza que a questão se resolveria na questão preliminar. O desembargador Palma Bisson lançou o voto divergente e avançou no mérito com posição favorável a retirada dos vencimentos dos servidores municipais da página da internet. O relator votou no mesmo entendimento.
Do Consultor Jurídico
A estação mais moderna da América Latina já apresenta problemas. No Sacomã, na manhã de hoje, três dos bloqueios já estavam em manutenção.
Na plataforma, a porta de vidro não abriu junto com a do trem, exigindo a presença de um funcionário com uma chave para fazê-la funcionar. Quando o trem fechou, a porta de vidro permaneceu aberta.
A pressa eleitoreira de Serra para inaugurar o que puder antes de licenciar-se começa a dar frutos. Começou com o desabamento do rodoanel, agora com problemas no metrô. A linha da estação Sacomã é privatizada. No Rio de Janeiro, a linha privatizada de metrô apresenta problemas ainda mais sérios e diários, tendo ficado no dia de ontem mais de duas horas fora de circulação. É um terrível presságio do que pode vir a ocorrer em São Paulo, com a herança que Serra nos deixa com as privatizações, inaugurações às pressas e os metrôs transformados em monotrilhos, além dos velhos trens pintados da CPTM que rodam sobre estrutura antiquíssima.
A linha 3 – Vermelha – tem apresentado lentidão e problemas diários.